Como iremos trabalhar amanhã?
Cinco tendências fortes da evolução do trabalho
- Por Martin Richer
Páginas 9 a 32
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- RICHER, Martin,
- Richer, Martin.
- Richer, M.
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Notes
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[1]
Boileau Nicolas. A arte poética, 1674 (canto 3, versos 45-46).
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[2]
Ver Friedmann, Georges. Où va le travail humain? e Le Travail en miettes. Spécialisation et loisirs. Paris: Gallimard, 1951 e 1956 respectivamente.
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[3]
Segundo James Moore (The Death of Competition: Leadership and Strategy in the Age of Business Ecosystems, Nova York: Harper Business, 1996). O termo “ecossistema” deriva, originalmente, de “ecologia”. Foi criado nos anos 1930 pelo botanista Arthur George Tansley (“The Use and Abuse of Vegetational Concepts and Terms”, Ecology, vol. 16, n° 3, 1935, p. 284-307) para designar o conjunto formado por uma comunidade de seres vivos e seu ambiente (biológico, climático…), no qual se desenvolve uma rede de trocas que permite a manutenção e o desenvolvimento da vida.
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[4]
Mintzberg, Henry. The Nature of Managerial Work. Nova York: Harper & Row, 1973.
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[5]
Mark, Gloria; Gudith, Daniela; Klocke, Ulrich. “The Cost of Interrupted Work: More Speed and Stress”. In Proceedings of the SIGCHI [Special Interest Group on Computer-Human Interaction] Conference on Human Factors in Computing Systems. Florença, Itália, abril de 2008. Disponível em: <https://www.ics.uci.edu/~gmark/chi08-mark.pdf>. Acesso: 23 nov. 2017.
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[6]
Fonte: pesquisa Tmobile.
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[7]
“IHS Markit Teardown Reveals What Higher Apple iPhone 8 Plus Cost Actually Buys”, IHS Report, 25 de setembro de 2017. Disponível em: <http://www.businesswire.com/news/home/20170925006554/en/IHSMarkit-Teardown-Reveals-Higher-Apple-iPhone>. Acesso: 29 nov. 2017.
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[8]
Ver Richer, Martin. “Autonomie au travail: la France a tout faux!”, Management & RSE, 15 de junho de 2016. Disponível em: <http://management-rse.com/2016/06/15/autonomie-travail-france-a-faux/>. Acesso: 23 nov. 2017.
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[9]
Ver Philippon, Thomas. Le Capitalisme d’héritiers. La crise française du travail. Paris: Seuil (La République des idées), 2007.
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[10]
Ver Richer, Martin. “Robot, mon ami”. Metis, 9 de maio de 2016. Disponível em: <http://www.metiseurope.eu/robot-mon-ami_fr_70_art_30346.html>. Acesso: 23 nov. 2017.
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[11]
* No original: asservissement, que em sociologia remete a dominar, escravizar, “transformar em servo” e, na linguagem da automação, designa o estado de uma grandeza física que impõe variações a uma outra grandeza sem ser influenciada por ela, ou o dispositivo de contrarreação baseado nessa relação. (Dictionnaire Robert). Esse duplo sentido é menos evidente em português, embora a noção de “servidão” transpareça no jargão da robótica em termos como “servidor”, “servocomando”, “servocontrole”, servo motor, etc. (N.T.)
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[12]
Referência à torneira (tap) em inglês, que permite servir-se de água quando se tem vontade. (N.R.).
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[13]
Denomina-se workflow (em português: fluxo de trabalho) a representação, em forma de fluxo, das operações a serem realizadas para cumprir o conjunto de tarefas ou atividades agrupadas num mesmo processo. [N.R.]
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[14]
Ver a interessante [pesquisa] prospectiva conduzida pela FING (Fondation Internet nouvelle génération) sobre “la musette numérique” [o bornal digital]. Ver, notadamente, sua página <http://fing.org/?Preparez-votre-musettenumerique>.
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[15]
Orwell, George. 1984. Londres: Secker & Warburg, 1949 (ed. Francesa: Paris, Gallimard, 1950). [No Brasil: São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003. Tradução de Wilson Velloso. OU: São Paulo: Companhia das Letras, 2009. Tradução de Alexandre Hubner e Heloisa Jahn. (N.T.)]
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[16]
Os trabalhadores da polícia já conhecem as microcâmaras, levadas constantemente durante as rondas de modo a fornecer provas em casos de contencioso. Os contextos de utilização poderão se diversificar: fornecer elementos de formação; analisar a posteriori situações de relacionamento com clientes, etc.
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[17]
Contribuição no seminário “Économie servicielle: quelles conséquences sur le travail?” do Observatoire des cadres CFDT (Confédération française démocratique du travail), em 18 de outubro de 2013.
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[18]
Foucault Michel, “L’individu entrepreneur de lui-même”, in Naissance de la biopolitique. Cours au Collège de France 1978-1979. Paris: EHESS (École des hautes études en sciences sociales) / Gallimard / Seuil, 2004.
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[19]
* No original: tout-à-l’égo. A expressão, que ecoa inevitavelmente “tout-à-l’égout” (sistema de canalização de esgotos), popularizou-se a partir de 1999, quando foi título de uma coletânea de contos de Tonino Benacquista. (N.T.)
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[20]
** No original: émoi et moi. Difícil reproduzir em português esse jogo de palavras construído sobre a homofonia entre “émoi” (emoção) e “et moi” (e eu), que pode oralmente ser entendido como “e eu? e eu?”). (N.T.)
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[21]
“Le travail devient lifestyle. Les générations Y et Z réinventent l’entreprise”. Étude JLL (Jones Lang LaSalle), setembro de 2016. Disponível em: <http://www.jll.fr/france/fr-fr/etudes/le-travail-devientlifestyle>. Acesso: 23 nov. 2017.
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[22]
Pennel, Denis. Travailler pour soi. Quel avenir pour le travail à l’heure de la révolution individualiste? Paris: Seuil, 2013.
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[23]
Viard, Jean. Nouveau portrait de la France. La société des modes de vie. La Tour d’Aigues: éd. de l’Aube, 2013.
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[24]
Barthélémy, Jacques; Cette, Gilbert. Travailler au XXIe siècle. L’ubérisation de l’économie? Paris: Odile Jacob, 2017. (Resenhado em Futuribles, n° 418, maio-junho de 2017, p. 111-112 [N.R.]).
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[25]
Rouxel, Corinne; Virely, Bastien. “Les transformations des parcours d’emploi et de travail”. In Emploi et salaires. Paris: INSEE (Institut national de la statistique et des études économiques), édition 2012. Disponível em: <https://www.insee.fr/fr/statistiques/fichier/1372573/EMPSAL12d_D2_générat.pdf>. Acesso: 23 nov. 2017.
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[26]
Pech, Thierry. Entrevista a Danielle Kaisergruber. “Les inégalités de rapport à l’avenir”. Metis, 20 de fevereiro de 2017. Disponível em: <http://www.metiseurope.eu/les-inegalites-de-rapport-l-avenir_fr_70_art_30505.html>. Acesso: 23 nov. 2017. Ver também: Pech, Thierry. Insoumissions. Portrait de la France qui vient. Paris: Seuil, 2017 (resenhado em Futuribles, n° 418, maio-junho de 2017, p. 14-15 [N. R.]).
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[27]
ADP Research Institute, 2016; 2 000 pessoas em 13 países.
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[28]
* No original: se réforme et se reforme (sendo réformer (com acento): reformar e reformer: formar novamente). (N.T.)
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[29]
Morozov, Evgeny. “De l’utopie numérique au choc social”. Le Monde diplomatique, agosto de 2014.
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[30]
Lallement, Michel. L’Âge du faire. Hacking, travail, anarchie. Paris: Seuil (La Couleur des idées), 2015 (resenhado em Futuribles, n° 408, setembro-outubro de 2015, p. 105-106; ver também seu artigo “L’éthique hacker et l’esprit du faire. L’expérience des hackerspaces de la baie de San Francisco”, Futuribles, n° 410, janeiro-fevereiro de 2016, p. 5-16 [N. R.]).
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[31]
Comunicação à SICS (Société internationale des conseillers de synthèse), 11 de maio de 1955.
Têm se multiplicado, de uns anos para cá, livros, estudos e relatórios acerca do futuro do trabalho na era digital: “uberização” (ou “plataformização”), expansão do trabalho freelance, do trabalho sob demanda, etc. Estaremos às vésperas de uma transformação radical do trabalho tal como o conhecemos há mais de um século em sua organização concreta (hierarquia, taylorismo, etc.) e jurídica (contratos de duração indeterminada, mobilidade bem limitada…)?
Martin Richer, que observa e acompanha as evoluções do trabalho e da gestão das empresas, examina aqui as possíveis perspectivas nessa área. Depreende, assim, cinco grandes tendências: a extrema fragmentação do trabalho (decomposição em múltiplas tarefas, recurso a diversos intermediários ou a diferentes tipos de trabalhadores, intensificação do trabalho, mudanças nas correntes de valor…); a automatização (reforçada pela disseminação da robótica e do digital); a plataformização (desintermediação, novas interfaces entre oferta e procura de emprego…); a individualização (que altera substancialmente a relação com o trabalho e as expectativas em relação a ele); e a insubordinação (que decorre, em parte, do que precede e vem confirmar o afrouxamento do vínculo com a empresa). Essas tendências, todas elas fundadas nas evoluções socioeconômicas e tecnológicas que vêm experimentando as sociedades desenvolvidas, atestam, a um só tempo, a perenidade de determinados modos de organização (neotaylorismo, vigilância aumentada…), a multiplicação dos status e relações profissionais, e as diversas aspirações dos indivíduos em relação ao trabalho. Como destaca Martin Richer, tais tendências são portadoras de novos riscos (precarização, saúde…), mas também de novas oportunidades. É imenso o desafio dessa revolução ora em curso no mundo do trabalho; cabe a todos (trabalhadores, empresas, responsáveis políticos…) perceber sua amplitude para poder lhe responder de forma optimal. S.D.
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