A saúde no horizonte 2030-2050
Algumas tendências fortes do século XXI
Páginas 80 a 97
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- VIOSSAT, Louis-Charles,
- Viossat, Louis-Charles.
- Viossat, L.-C.
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- Viossat, L.-C.
- Viossat, Louis-Charles.
- VIOSSAT, Louis-Charles,
Notes
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[1]
Nos Estados Unidos, o noticiário da saúde tem sido dominado, nos últimos anos, pelos aumentos anunciados sucessivamente por vários laboratórios : a multiplicação por 55 do preço do Daraprim, usado no tratamento da AIDS e para o qual não existe genérico, anunciado pela Turing Pharmaceuticals, empresa dirigida por Martin Shkreli, o qual se tornou o “homem mais odiado dos Estados Unidos”; multiplicação por seis do preço do Epipen, um medicamento popular contra choques alérgicos severos, pelo laboratório Mylan…
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[2]
Fonte: Baromètre Domplus BVA 2015. Disponível em: <http://www.prioritealapersonne.fr/non-classe/barometre-domplus-bva-2015-sante-premiere-preoccupation-des-francais/>
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[3]
Cf. um dos principais livros de história da medicina: Porter, Roy. The Grea est Benefit to Mankind: A Medical History of Humanity. Nova York: Norton & Company, 1997.
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[4]
6. Cf. Harari, Yuval Noah. Homo Deus: A Brief History of Tomorrow. Londres: Harvill Secker, 2016.
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[5]
Jouvenel, François de. (Org.). Rapport Vigie 2016. Futurs possibles à l’horizon 2030-2050. Paris: Futuribles International, 2016, 540 p.
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[6]
A mobilidade dos professores e estudantes de medicina é documentada desde a Idade Média.
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[7]
Segundo o Global Health Observatory (GHO) da Organização Mundial da Saúde (OMS), a média das despesas de saúde por habitante no mundo é de 1.050 dólares US ao ano.
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[8]
Ver o excelente relatório sobre o envelhecimento no mundo publicado em 2016 pelo US Census Bureau: He Wan; Goodkind, Daniel; Kowal, Paul. An Aging World: 2015. International Population Reports. Washington, D.C.: US Census Bureau, 2016.
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[9]
PEPFAR: President’s Emergency Plan for AIDS Relief; PMI: President’s Malaria Initiative; duas iniciativas do governo dos Estados Unidos na luta contra a AIDS e o paludismo em escala mundial.
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[10]
A criação de uma especialização “Global Health” na pós-graduação em “Public Policy” do Instituto de Estudos Políticos de Paris [Sciences Po] se inscreve nesse objetivo.
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[11]
Fonte: Beffy Magali et alii. Les Dépenses de santé en 2015. Résultats des comptes de la santé. Paris: DREES (Direction de la recherche, des études, de l’évaluation et des statistiques), 2016.
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[12]
Cf. Hall, Robert E. e Jones, Charles I. “The Value of Life and the Rise in Health Spending”. Quarterly Journal of Economics, v. 122, n° 1, fevereiro de 2007, p. 39-72.
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[13]
Sachs Jeffrey (presidente da Commission on Macroeconomics and Health). Macroeconomics and Health: Investing in Health for Economic Development. Genebra: OMS, 2001.
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[14]
O montante a cargo dos pacientes cobertos pela Medicare, nos Estados Unidos, é da ordem de 20%.
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[15]
Um recente relatório, citado na Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro de 2016, calcula em 700 mil o atual número de mortes por ano, e 10 milhões em 2050 se não houver uma ação suficiente. Ver Tackling Drug-Resistant Infections Globally: Final Report and Recommendations - The Review on Antimicrobial Resistance Chaired by Jim O’Neill, maio de 2016. Disponível em: <https://amr-review.org/sites/default/files/160525_Final%20paper_with%20cover.pdf>. Acesso em: 27 set. 2016.
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[16]
Sobre esse tema, ver o boxe “Une menace parmi d’autres: la prochaine pandémie” [Uma ameaça entre outras: a próxima pandemia], acerca do livro de David Quammen, Spillover: Animal Infections and the Next Human Pandemic (Nova York: Norton, 2012), in Futuribles, n° 397, novembro-dezembro de 2013, p. 30-31 (n.d.r.).
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[17]
Cf., por exemplo, Osterholm, Michael T. “Preparing for the Next Pandemic”. New England Journal of Medicine, v. 352, 2005, p. 1839-1842.
A saúde, tal como a educação, é hoje reconhecidamente um setor determinante em matéria de desenvolvimento socioeconômico, um investimento de futuro. As disparidades nessa área, contudo, relacionadas às condições de vida e de renda, ainda são imensas em escala mundial, mas também em escalas mais locais, e as perspectivas de uma boa saúde generalizada permanecem, em larga medida, uma utopia. Considerando-se a multiplicidade de atores envolvidos na área da saúde, as condições sanitárias extremamente variáveis entre países e a diversidade das políticas de saúde implementadas, é impossível saber com precisão como irá evoluir a saúde mundial no horizonte 2030-2050. Em compensação, como salienta aqui Louis-Charles Viossat, um certo número de tendências fortes, em ação já desde alguns anos, deveriam se confirmar neste período. É o caso do caráter duravelmente globalizado da saúde (internacionalização dos atores econômicos, da mobilidade de médicos e pacientes, da multiplicação dos atores institucionais e dos financiadores…), mas também da tendência ao aumento das despesas de saúde, tanto no Norte como no Sul, a ver com o envelhecimento, o desenvolvimento socioeconômico, mas, principalmente, com a alta dos preços dos bens e serviços de saúde. Por fim, outra tendência forte, essa mais preocupante, consiste na emergência ou reemergência de doenças infecciosas e riscos pandêmicos, difíceis de efetivamente antecipar e conter quando surgem, em razão, notadamente, da mobilidade dos indivíduos e mercadorias na era da mundialização, e de uma crescente resistência aos tratamentos disponíveis. S.D.
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